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Domingo, 21 de Junho de 2009

ROTAVÍRUS

 

O Rotavírus é um vírus da família Reoviridae e é um agente comum de gastroenterites infantis em todo o mundo. Existem vários serotipos, grupos e subgrupos, sendo os grupos A, B e C os mais virulentos para a espécie humana.

Este vírus é ubíquo em todo o mundo e a sua transmissão ocorre por via fecal-oral. Os grupos de risco são as crianças com menos de 24 meses ou subnutridas. São particularmente frequentes os surtos em infantários e nos serviços de Neonatologia.

O vírus afecta mais de 18 milhões de recém-nascidos e crianças e é responsável por cerca de 1 milhão de mortes por ano. Nos adultos, a infecção é, geralmente, assintomática.

Mas é no continente africano que a doença é mais preocupante.

Cerca de 580 crianças morrem diariamente em África devido a infecções gastrointestinais provocadas pelo Rotavirus, um número que contrasta com as 200 mortes anuais na Europa. Os sistemas de saúde deficitários em África e a falta de vacinação contribuem para esta disparidade.

A gastroenterite por Rotavírus é caracterizada por um quadro clínico de vómitos, diarreia, febre e desidratação. A infecção viral causa o encurtamento das microvilosidades intestinais e a inflitração da lâmina própria por células mononucleadas, o que impede a reabsorção de água, levando à excreção da mesma juntamente com iões e, assim, a uma diarreia aquosa (desprovida de sangue ou leucócitos).

 

 

Esta é uma doença particularmente grave e contagiosa, que se não for rapidamente tratada com reposição hidro-electrolítica pode ser fatal. Apesar de tudo, quando tratada é uma doença auto-limitada e a recuperação geralmente é completa.

A imunidade é geralmente conferida por IgA.

 

 

Não há qualquer terapia antiviral específica para tratar esta infecção. Como a gravidade da doença está associada à desidratação e ao desequilíbrio electrolítico, a terapia de suporte é fundamental para a recuperação.

 

 

A prevenção é fundamental e passa pela correcta lavagem das mãos e isolamento dos indivíduos infectados e pela vacinação. Vacinas experimentais têm sido preparadas de Rotavírus de animais, não causando doença humana, mas dando protecção contra a mesma. Existe uma vacina viva atenuada do vírus e outra que é uma combinação de 5 antigénios virais.

 

 

Em Portugal, a vacina protege as crianças até aos 5 anos. Se a mesma fosse implementada em África poderia salvar milhares de vidas!

 

publicado por Dreamfinder às 22:24

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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

DIA INTERNACIONAL DA LUTA CONTRA A SIDA

 

No dia internacional da luta contra a SIDA é fundamental recordar que a SIDA continua a ser uma realidade dos nossos dias e, sobretudo, lembrar a necessidade de mudar comportamentos na nossa sociedade, tanto no que respeita a prevenção, como no que toca a discriminação silenciosa de que são vítimas os portadores desta doença.

A SIDA é uma doença do sistema imunitário causada pela infecção com o vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana).

Os vírus não se conseguem multiplicar independentemente, pelo que necessitam de um hospedeiro. No interior das células humanas, este retrovírus utiliza o material genético humano (DNA) para se replicar e aumentar consideravelmente o número de partículas virais.

O HIV infecta as células de defesa do organismo humano, predominantemente os linfócitos T CD4+, que são linfócitos T auxiliares cuja função passa pela coordenação e estimulação de todo o sistema imunitário que fica, assim, afectado.

Existem cerca de 32605 pessoas infectadas com o vírus HIV em Portugal. Há 24 anos foi diagnosticado o primeiro caso de SIDA em Portugal. A SIDA mata 4 pessoas por minuto em todo o mundo.  

 

É, sem dúvida, uma das doenças das quais mais se ouve falar... mas até que ponto a informação é correcta? Até que ponto não existem determinados mitos que prevalecem na mentalidade portuguesa?

Parece-me importante começar por distinguir um seropositivo de um indivíduo com SIDA. Um seropositivo é uma pessoa infectada com o vírus do HIV, mas não necessariamente doente. Quando o sistema imunitário destes indivíduos está muito deprimido (abaixo de determinado nível de linfócitos CD4+) ocorre um colapso do sistema imunitário, que abre o caminho a doenças oportunistas que podem levar à morte do doente. Neste caso temos um indivíduo doente com SIDA.

 

Há uns anos atrás a sobrevida média de um doente com SIDA era de entre 2 a 4 anos. Hoje em dia, graças sobretudo à nova terapêutica retroviral, um doente pode ter uma sobrevida de entre 30 a 40 anos. No entanto, a Medicina continua com os olhos colocados em diversos estudos inovadores, que buscam ansiosamente uma vacina milagrosa.

 

Embora pouco conhecida, existe uma profilaxia pós-exposição. Durante muitos anos ela denominou-se profilaxia pós-exposição ocupacional, já que se destinava apenas aos profissionais de saúde aquando da infecção com material contaminado. Actualmente, esta profilaxia está disponível a qualquer pessoa, apenas nas urgências hospitalares. Consiste num verdadeiro "cocktail" (combinação de vários medicamentos) de tratamento anti-retroviral, que visa impedir a replicação do vírus do HIV. É fundamental que esta profilaxia seja administrada após a exposição ao vírus, no máximo 72 horas após o contacto. O ideal, no entanto, é a administração da profilaxia nas 24 horas após a exposição ao vírus. Os medicamentos têm de ser tomados durante 28 dias, implicando um seguimento médico e análises de controlo. Esta método tem uma eficácia de cerca de 90%.

 

Nunca é demais lembrar a importância da PREVENÇÃO, mas também desmistificar algumas questões muitas vezes associadas a este problema de saúde pública.

Uma das ideias erradas fomentadas acerca da SIDA é a de que apenas afecta determinados grupos de risco (toxicodependentes, homossexuais, ...). Curioso é que esta ideia é, em parte, culpa das próprias campanhas de prevenção que, ao tentarem alertar determinados grupos para o risco de contaminação com o HIV, acabaram por levar outros a considerarem-se protegidos da mesma. Não há grupos de risco, mas sim comportamentos de risco! Prova disso mesmo, é que enquanto o número de infectados com o HIV tem vindo a diminuir entre os toxicodependentes, o mesmo número tem aumentado entre os heterossexuais, sobretudo as mulheres. Actualmente, os heterossexuais são um grande grupo de risco de contaminação pelo HIV. As mulheres casadas com mais de 50 anos têm-se revelado outro grupo de risco, já que devido à relação estável não usam preservativo durante as relações sexuais, e os maridos (infectados em relações paralelas) acabam por transmitir-lhes o vírus. Infelizmente este é o grupo mais complicado e de difícil acesso, enquanto alvo de prevenção. Neste sentido é fundamental mudar mentalidades. Os seropositivos devem ter a consciência do risco de transmissão e o respeito pelos outros para os informarem da sua condição ou, pelo menos (mesmo ocultando a sua seropositividade), tomarem as devidas precauções durante as relações com os parceiros.

 

 

Boa notícia é a redução de 93% da transmissão do HIV por via materno-fetal no nosso país. Isto revela que tem havido um correcto  e eficiente acompanhamento das gestantes e aconselhamento em testes de diagnóstico do vírus.

 

 Têm sido conhecidos alguns casos polémicos relacionados com alguma discriminação contra os seropositivos: estou a referir-me, claro está, aos casos do cozinheiro infectado com HIV que foi despedido e do médico cirurgião, cujo futuro profissional está a ser discutido.

Concordo que todas as pessoas devem procurar formular uma opinião nestes casos, mas é premente que o façam com base em informação correcta.

Isto é, como é que afinal se transmite o vírus do HIV?

O vírus apenas se transmite através do contacto entre fluidos corporais. A nossa pele (se saudável) é uma eficiente barreira contra solutos (mesmo que com alta concentração) de HIV, pelo que se um indivíduo seropositivo se cortar e tocarmos no seu sangue, não há risco de contágio, por exemplo. Existem algumas excepções. É o caso de eventuais feridas abertas que tenhamos. Nesse caso há risco de contacto entre o fluido com partículas virais e o nosso sangue e, consequentemente, risco de contágio. Da mesma forma, certas pessoas com determinadas doenças de pele (que a tornam menos resistente) podem estar mais susceptíveis a este contacto. As principais formas de contágio são as relações sexuais desprevenidas, o uso de seringas contaminadas, a transmissão materno-fetal, as transfusões sanguíneas, ...

 

Por fim, revela-se fundamental prevenir. E a prevenção assume várias dimensões no que à SIDA diz respeito.

Uma prevenção primária (prevenção da contaminação) passa pela sensibilização da população através de duas formas: informação acerca do que é o HIV e a SIDA, como se transmitem, qual a prevalência da doença no nosso país e educação para a adopção de comportamentos preventivos, abolindo práticas de risco. Entre os principais comportamentos de prevenção destacam-se o uso de preservativos nas relações sexuais, a utilização de seringas esterilizadas, a não partilha de objectos de higiene (como escovas de dentes), ...

Esta prevenção visa diminuir o número de infectados com o HIV.

 

A prevenção secundária apela à importância dos testes de rastreio para um diagnóstico precoce. Há uns anos, os testes não identificavam as partículas virais, mas apenas os anticorpos produzidos pelo nosso próprio sistema imunitário (contra as partículas invasoras). Isto levava a que se falasse de um período de janela imunológica de cerca de 3 meses, que consistia no tempo que demorava a eficiência da produção destes anticorpos , de forma a serem detectados pelos testes. Este é o período mais perigoso por dois motivos: o indivíduo não sabe que está infectado e, ao mesmo tempo, corresponde ao período em que ele é mais potencialmente infeccioso (ocorre uma grande replicaçao viral no seu organismo).

Actualmente, este tempo de janela diminuiu consideravelmente (cerca de 15 dias) graças aos testes de 4ªgeração, bastante mais eficientes e que detectam mesmo algumas partículas virais.

 

A prevenção terciária associa-se ao tratamento e à prevenção da evolução da doença, com base no conhecimento da história natural da mesma. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico. Quando obtém resultados positivos no teste, o indivíduo deve procurar um médico infecciologista a fim de proceder a uma prevenção da doença. Como já disse anteriormente, um indivíduo seropositivo não tem, necessariamente, de desenvolver a doença (SIDA), desde que seja tratado e acompanhado pelo clínico. Os tratamentos de indivíduos infectados com o HIV são gratuitos no nosso país.

 

Assim, neste dia simbólico é importante não esquecer que a SIDA continua a ser uma realidade e que é fundamental o desenvolvimento de uma cultura de prevenção, educando a população para os comportamentos preventivos e sensibilizando-a para a importância dos testes de rastreio e diagnóstico precoce da infecção com o vírus HIV.

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 12:26

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

O AMBIENTE BIOLÓGICO E A SAÚDE

Não é a primeira vez que abordo a complexidade do conceito "saúde". Hoje, no entanto, incido a minha reflexão sobre o tema da aula: a saúde na sua relação com o meio biológico. A saúde, na sua variedade, depende tanto de factores endógenos (características da própria pessoa - o hospedeiro), como de factores exógenos (exteriores a este, mas que o afectam, condicionando o seu estado de bem estar). É analisando esta interecção entre o homem e o meio que podemos tentar chegar mais próximo da definição que concebemos da "saúde".

Ninguém vive isolado. Mesmo que viva só, isolado de outras pessoas, nunca está verdadeiramente isolado... Porque há todo um meio que o envolve. Vivemos rodeados de todo um maravilhoso mundo biológico, do qual muitas vezes nem nos apercebemos. Estamos rodeados de seres vivos, animais e vegetais, que tornam a nossa vida mais colorida.

Esses organismos podem representar factores de saúde para os que os rodeiam... Mas nem sempre esses organismos biológicos exercem uma acção positiva sobre nós e sobre o nosso estado de saúde, afinal eles podem ser reservatórios, vectores ou agentes da doença.

Mas de que formas influencia o meio biológico que nos rodeia a nossa saúde? Outra pergunta que nos poderá surgir diversas vezes, já que provavelmente é raro reflectirmos nisso... Sofremos maior influência do ambiente biológico através de alguns mecanismos de interacção específicos que estabelecemos, como é o caso da nossa nutrição, da nossa imunidade, casos de traumatismo ou de infecção/intoxicação.

A cadeia epidemiológica tem uma sequência comum, independentemente do tipo de intervenientes. Assim, um determinado reservatório (por exemplo, um qualquer organismo biológico) pode transmitir o agente (como as bactérias, fungos, vírus, protozoários, ...) ao hospedeiro (o indivíduo), que assim pode contrair infecção, ficando o seu estado de saúde comprometido. O ponto de partida desta alteração do seu estado de saúde (doença) foi a interacção do indivíduo com o seu ambiente biológico.

Claro que quando me refiro a meio biológico, a variedade de reservatórios é grande, tal como a forma de contágio. A transmissão do agente patológico pode resultar, por exemplo, do contacto directo com animais. Assim, podemos ser infectados por animais quando vamos de férias para o Quénia ou para a Tailândia, como no caso da Malária (em que o parasita é transmitido pelo Mosquito Anopheles). Mas não é preciso ir tão longe para sentir os efeitos dos animais na nossa saúde. Os nossos cães, gatos ou mesmo cavalos podem transmitir-nos, tanto pela sua mordida, como pela saliva em contacto com a nossa pele, o vírus da raiva,que ataca o sistema nervoso e é fatal em praticamente 100% dos casos. Em ambos os casos, a prevenção volta a ser a palavra de ordem: a malária pode ser evitada através da profilaxia adequada antes de se partir de férias e os animais devem ser vacinados anualmente para impedir a contracção deste vírus.

No entanto, outra das formas de interacção com o ambiente biológico que estabelecemos é a nutrição. E desta forma podemos ser infectados por vírus como o famoso H5N1 (gripe aviária), doença das vacas loucas

Por fim, temos obrigatoriamente que pensar nas situações em que o reservatório é o próprio homem ou o seu organismo. As pessoas com quem nos relacionamos diariamente também são reservartórios de agentes patológicos. Por exemplo, vírus como o VIH (SIDA) ou o vírus da Hepatite B são sexualmente transmíssiveis, tal como os vírus de da sífilis, gonorreia, clamídia, ... Mas também podem ser contraídos pelo contacto com subtâcias orgânicas infectadas, por exemplo, em casos de transplante de órgãos infectados ou durante uma cirurgia pelo contacto com material contaminado. A doença de Creutzfeldt-Jacob (encefalopatia espongiforme subaguda) , uma infecção progressiva, inevitavelmente mortal, que produz espasmos musculares e uma perda progressiva da função mental é, por exemplo, contraída por médicos legistas, pelo contacto com cadáveres infectados.

O tétano é causado pela toxina de uma bactéria, o Clostridium tetani. Este organismo pode sobreviver no ambiente, e em particular no solo, sob a forma de esporo. Uma das mais típicas formas de transmissão do mesmo é a contaminação de uma ferida.

Concluindo, ao contrário do que muitas vezes pensamos, o ambiente biológico tem uma influência importantíssima na nossa saúde, já que é constituído por inúmeros organismos que podem funcionar como reservatórios de agentes patológicos. Alertados para esta realidade, e perante a nossa constante e inevitável interacção (sob diferentes formas) com o meio biológico, é importante que nos sensibilizemos para a importância da prevenção, desde os comportamentos preventivos mais básicos (como não partilhar material de higiene pessoal), passando pela prevenção não específica (contra a infecção, como a melhoria das condições de higiene, da qualidade da água e cadeia alimentar, ...) e culminando na prevenção específica, contra a doença, através da vacinação, de soros (depois de contraída) ou uma prevenção secundária (antibióticos e desinfectantes).

“A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias.”

Hipócrates

 

publicado por Dreamfinder às 15:25

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